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Relato do parto do Andrézinho

Meus 8 meses de gestação foram tão tranquilos que às vezes até me esquecia que tava grávida. Minha disposição estava a mil, continuava trabalhando normalmente, minha barriga tava linda e a ansiedade em conhecer meu garotinho aumentava a cada dia.

 

Quando entrei no nono mês tudo mudou. Me olhei no espelho e já não me reconhecia mais, estava tão inchada que era bizarro! Com isso minha pressão (que sempre foi baixa) começou a subir, a tendinite gestacional apareceu, os refluxos vieram com força e o cansaço também.

 

Comecei a intensificar os exercícios de pilates e tudo o mais que eu poderia fazer para um parto (normal) de sucesso. Eu tinha muita vontade (e coragem!) de ter um parto natural, e quanto mais natural melhor. Mas com a minha pressão aumentando por conta do inchado absurdo, essa possibilidade ia se distanciando. Só dependia do Andrézinho descer e encaixar.. mas isso também estava longe de acontecer.

 

Prestes a completar as 40 semanas, acordei num Domingo agitado, fui almoçar fora, andar no parque, passear.. e de repente comecei a me sentir esquisita! Meus braços e dedos pareciam que iam explodir de tanto inchaço! As contrações (que já estavam super presentes, porém irregulares) começaram a bombar! Achei melhor ligar pra minha GO, Rosani Salet Zabot, um amor de pessoa. Me deu segurança o tempo todo e respeitou minhas vontades e com isso confiei muito nela sempre! Não poderia ter escolhido pessoa melhor pro parto do meu filho. Ela me mandou ir pra maternidade pra dar uma olhadinha.

 

Entramos no carro, e fomos a caminho do hospital. Cada curva, cada trepidada, cada segundo naquele carro, eu sabia que a hora estava chegando. Tentava me concentrar a cada contração forte que vinha, aumentei o som do carro pra mergulhar minha mente em outro lugar e tentar vencer aquela dor.

 

Chegando lá, apesar de muitas contrações fortes e regulares, eu estava com zero dilatação e o Andrézinho super alto e móvel. E o fato era, ele não ia mais encaixar com o tamanho que tava (quase 3.400kg).. ele era um bebê (de tamanho normal, mas) grande pra mim – apesar de muito se falar que isso não existe, mas enfim.

 

Minha pressão em 16×10 preocupou minha GO que achou melhor evitar uma pré eclâmpsia mais grave e decidiu por fazer o parto naquele Domingo mesmo. Eu confiei muito nela desde o começo, e apesar da minha vontade do parto normal, eu sabia que não poderia me arriscar mais.

 

Fiquei quieta. Não por medo, mas tantas coisas estavam passando na minha cabeça naquele momento.. nem tava acreditando que a hora era aquela! Que ansiedade..

 

Conformada com a cesária, comecei a me maquiar na sala de espera (hahahaha) para receber meu filho bem bonita! :) Ninguém acreditou naquela cena, mas oras.. vou receber meu filho com a cara toda feia? Ahh não! Foi tempo suficiente pra passar um corretivo e um rimelzinho. 😀

 

Subi com o André pra sala de parto, e no caminho começamos a vlogar! Aquele seria meu último registro com barrigão. Chegando no Centro Obstétrico, comecei a me arrumar (vestir aquela linda camisolinha de hospital) e tirei uma última foto com meu barrigão e minha cara inchadassa com a equipe que iria fazer minha cesária: minha GO querida! :)

 

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Sentei na mesa, tomei a rack e comecei a sentir minhas pernas pegando fogo! Que sensação ruim.. um treco quente, pegando fogo e depois formigando parecendo que minhas pernas estavam morrendo.. credo!

 

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Eu tava tão preocupada com aquela sensação que não pensei em mais nada.. até a hora que o André entrou na sala (já todo vestido também) e falou: “O Andrézinho tá chegando, babynha!”.. Ainn, meus olhos encheram de lágrimas e meu coração disparou em um misto de emoção e ansiedade.

 

Depois de alguns minutos, lutando pra tirar nosso filhinho da minha barriga (ele não queria sair não, haha) escuto o André dizer “nasceu!”.. Baixaram aquele tecido azul da minha frente e levantaram minha cabeça, e foi ali naquele momento que vi meu filhinho pela primeira vez. Meu Deus, que emoção.. meus olhos encheram de lágrimas e fiquei com raiva de mim mesma porque começou a embaçar a visão e não consegui enxergar mais nada! rs

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A pediatra veio me mostrar ele bem rapidinho e já levaram logo pra lá, porque ele deu um sustinho em todo mundo pois não estava chorando! Alguns segundinhos depois eu escutei aquele chorinho no fundo, e desabei a chorar de novo!

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Super saudável, uma criança perfeita! Quanta gratidão, meu Deus!

 

Que momento! Que sensação! Que grandeza! Transbordou de mim um sentimento tão imenso que é impossível descrever. E aquela história de “só sendo mãe pra saber” veio com tudo.. e não é que é verdade? Como explicar, como descrever, como mensurar tal sentimento? É totalmente impossível!!

 

Aí que ele voltou no colo do papai, todo emocionado também.. e foi ali que nós três nos abraçamos pela primeira vez.. dei muitos beijinhos naquela pele macia.. e agradeci muito a Deus por ter nos abençoado tanto! Quantas primeiras vezes em um só dia!! Quanta alegria, quanta felicidade!

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Desde então, eu só sei transbordar.. transbordo todo dia esse amor que é tanto que não cabe dentro de mim. Eu me sinto a pessoa mais feliz desse mundo, a mais completa.. um marido perfeito e um filho muito amado!

 

Bem vindo ao mundo, meu filho, meu Andrézinho! ♥


Carol
Postado por
Carol
12.06.2017

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